quarta-feira, 23 de março de 2011

23/3/2001

Já me segurei por tantos dias sem te tocar, e fingindo não querer ser tocada por você. Me segurando pra não te prender e nem ser presa por você. Mas agora estou com medo, com medo de não ser mais tocada e nem presa por você, as mudanças na minha vida estão vindo aos montes, naturalmente, mas forçando barras e é triste não te ter perto pra me dá um abraço apertado e me dizer que vai ficar tudo bem. Queria você pertinho pra  debruçar minha cabeça no teu ombro e escutando as besteiras que você sempre me fala, só nós dois, nem sentindo as horas passando, só sentindo mais vontade de ficarmos um ao lado do outro, queria tanto que você enxergasse que se entregar a paixão vai muito além de se colocar “algemas”, que nem suas concepções amorosas afirmam...

E é quando eu escolho me espalhar; escova no cabelo, bares, amizades, Carolina Herrera, festas, conversas, vodka... Essas coisas são ótimas, mas realmente maravilhoso era ver meu celular chamar com seu nome na tela, ou quando recebia um sms seu dizendo que não aguentava mais de saudade, que tinha que me ver; a primeira coisa que me vem a cabeça, é o seu sorriso, tão lindo e tão convidativo que me trás sensações simultâneas de coisas boas, proibidas e gostosas.
É quando eu me sinto cínica, chatinha, bipolar e repetitiva.
Só sei falar desse amor, só sei falar de você; e é porque eu nem te amo... Pouco...