Tem um aperto bobo predizendo um até mais, adeus, já deu.
É tanta mágoa tola que fico assim: esperando na janela com olhos de criança triste, aguardando o Príncipe que prometeu revelar-se Príncipe, que já disse aquelas três palavras difíceis inúmeras vezes, e agora me nega o prazer das borboletas.
Aliás, onde estão as borboletas? Porque paraste de enviar o vento para dançar dentro do meu estômago junto às palavras bonitas que me fazem flutuar?
Um tela quadrangular e a distância de um oceano.
O teu silêncio machuca meus ouvidos acostumados ao calor das palavras. Não tinha medo da distancia enquanto tinha você para dizer que dois meses passam logo, que distância só separa olhares, que amores como o nosso superam qualquer obstáculo.
Mas agora você está aí frio, e eu fingindo que não dói nada. É orgulho bobo? Que seja, mas cansei de lidar com anjos e demônios para dar o primeiro passo e resolver a situação. Tá estranho. Estranho porquê? Me diz, porquê?