De vez em quando me pego rindo sozinha lembrando de você, como eu sou boba. Lembro daquela piadinha sem-graça que me fez rir, da minha raivinha quando você fica com suas brincadeirinhas infantis e idiotas. Da tua mão na minha mão, teu olhar no meu olhar. Eu nunca provei nada tão viciante, mas como é possível alguém me fazer tão mal e tão bem ao mesmo tempo? É o meu oposto com um gostinho de impossível. Impossível não querer mordê-lo, beijá-lo, abraçá-lo, apertá-lo. É tão perto, e no mesmo instante, tão longe de ser meu. E quando revejo, é muito meu. Do avesso, de cabeça pra baixo, na teoria, na prática. Não é necessidade, aventura, nem é forte. É intenso, provocativo, acomodado. Aquela birra, aquela pose, um jeito de homem. E tão menino... Me faz gostar de extremos, quando esses extremos se tratam de Eu e Você.
